"MASTER TIPS" Dicas das "raposas velhas" do Tiro. |
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Molas, pra que te quero? Moderna ou antiga, não há arma de fogo que funcione sem a ação de pelo menos uma, mas normalmente várias molas. Mola é um dispositivo mecânico advindo da capacidade de se arranjar objetos, metálicos ou não, que sejam elásticos, que tenham “memória”, ou seja, se deformados por tração ou compressão, uma vez que cesse a força de deformação eles voltam à sua forma original. Seu uso em armas de fogo, geralmente aproveita essa capacidade para repetir um movimento ou devolver uma peça à sua posição original, em ciclos que se iniciam, normalmente, pelo acionamento manual inicial do mecanismo que irá comprimir ou estender uma mola. O problema reside no fato que, no caso de armas de fogo, molas são feitas em aços especiais e com um tratamento térmico que lhes confere as características de uma mola, sendo peças susceptíveis de dois tipos de problemas. O primeiro é a falha de material ou processo que faz com que a mola já “nasça com defeito, normalmente partindo-se logo no início de sua utilização. O segundo é a perda da capacidade de movimento elástico, ou seja, a mola “se cansa” e não mais realiza o movimento na intensidade ou velocidade desejados. O usuário de armas de fogo tem que estar atento ao estado das molas de sua arma, pois são peças críticas para o correto funcionamento e devem ser substituídas ao menor sinal de fadiga e, vale dizer, se sua vida depende de uma arma de fogo, não há que se pensar em tentar recuperar uma mola defeituosa. Molas defeituosas não se reparam, devem sim ser simplesmente substituídas. Revólveres |
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| Pistolas semi-automáticas |
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- A mola do carregador. Fundamental no funcionamento da arma, é aquela responsável pela apresentação de um novo cartucho para alimentação, dentro do tempo de ciclo da arma.
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A análise que nos leva a identificar o final da “vida” de cada uma dessas molas seria a seguinte: - A arma falha na percussão? A munição está ok? Inspecione então o percussor, se não estiver quebrado nem gasto, a mola real deve ser substituída antes de qualquer outra análise. - A arma apresenta um recuo muito forte ou, antes mesmo de ejetar o estojo deflagrado o ferrolho tenta alimentar um novo cartucho. A munição utilizada está dentro dos padrões do calibre? Se estiver comece a suspeitar de sua mola recuperadora. Um bom parâmetro é o seguinte: - A arma, após o disparo, não extrai corretamente o estojo deflagrado, ficando o mesmo, muitas vezes solto dentro do mecanismo. Se a munição estiver ok, inspecione o ejetor e a garra do extrator. Se ambos estiverem íntegros, muito provavelmente é a mola do extrator que, estando fraca, permite que o estojo se solte da garra do extrator, mudando de posição e assim não se chocando com o ejetor, ficando no interior da arma e assim impedindo a alimentação de um novo cartucho. - A arma falha na alimentação, tanto em seu ciclo normal quanto, algumas vezes, até quando se aciona o ferrolho manualmente. Aqui também há que se suspeitar antes de tudo de uma munição de dimensões incorretas. Se esse não for o caso a suspeita passa diretamente para a mola do carregador. Se ela estiver fraca, no ciclo da arma um novo cartucho não se apresenta “à tempo” da passagem do ferrolho e este se fecha sobre uma câmara vazia. No acionamento manual muitas vezes notamos que o cartucho, empurrado pelo ferrolho, ao invés de subir e adentrar à câmara, “mergulha” a extremidade no sentido inferior. Existem outras, muitas em alguns casos, boa parte delas relativas aos sistemas de segurança das pistolas semi-automáticas. Todas devem ser constante objeto de atenção e cujo mal funcionamento pode ser facilmente identificado. O que relacionamos aqui, no entanto, são aquelas relativas ao ciclo de disparo, que o usuário tem dificuldade de visualizar, pois suas falhas ocorrem durante o ciclo dinâmico dessas armas.
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